quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Casarões de D. João perdidos no tempo

Casarões da corte de Dom João VI, estão em ruinas.

Parte da historia do Brasil está se perdendo, dos 150 casarões que abrigaram a corte real portuguesa existem apenas 8 ainda se encontram de pé.De acordo com o Conselho Nacional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA), somente dois casarões recebem verbas, enquanto os outros estão desabando com sua estrutura totalmente comprometida.Os unicos imoveis que contam com o apoio do governo são o Paço Imperial e a Quinta da Boa Vista. Para o O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), é importante preservar esses imoveis pois são "testemunhas" de uma época.

Leis do Patrimônio Histórico

A preservação desses patrimônios é de obrigação da Prefeitura do Rio de Janeiro juntamente com o Governo Federal e o Iphan. Essa responsabilidade esta citada na Lei Orgânica do Rio de Janeiro, na Constituição prevê, no artigo 23, que os governos municipal, estadual e federal devem “impedir a evasão, a destruição e a descaracterização ; de outros bens de valor histórico .
Segundo o superintendente do Iphan, Carlos Fernando Andrade, faltam investimentos da iniciativa privada e que dos R$ 145 milhões conseguidos em parceria com empresários para execução dos patrimônios necessários, só conseguiu arrecadar R$ 30 milhões.

Dois séculos de historia

Em 2008, para celebrar os 200 anos da chegada da família real no Brasil, o Rio de Janeiro vai preparar uma serie de eventos. O início oficial será em março com a reabertura da Igreja da Antiga Sé. Antes, em fevereiro, será lançada a reedição do poema “La Henriade”, de Voltaire, de 1812. Em abril, será a vez do “Dicionário do Brasil Jeanino”, com 120 verbetes escritos por especialistas sobre a época, e, em setembro, da edição ampliada da “Bibliografia da Impressão Régia”.Há ainda o musical, exposição, filme sobre Dom João 6º e uma peça na praça 15.

De mudança pra Colônia

A mudança da família real e da corte portuguesa para o Brasil foi devido a guerra contra a França. Em 1806 o Imperador francêsNapoleão Bonaparte declarou, bloqueio continental na Europa, obrigando todas as nações da Europa continental a fecharem seus portos ao comércio inglêsPortugal dependia economicamente da Inglaterra, Dom João foi então convencido pelo embaixador da Inglaterra a se mudar para o Brasil com sua corte.Em 1807, Dom João e sua família partiram para o Brasil. No dia seguinte, as tropas francesas invadiram Lisboa.

Preciosodade historica das arquiteturas

Um dos autores do livro “Arquitetura no Brasil, de Cabral a Dom João VI”, lançado no dia 18 de setembro, Fernando Veríssimo afirma que a Revolução Industrial e as renovações de estilo da década de 1920 reconfiguraram as construções do Centro do Rio. A dificuldade em encontrar em pé resquícios de uma história que completam 200 anos em 2008 – a vida da corte portuguesa ao Brasil – deve-se também às mudanças arquitetônicas sofridas nas construções cariocas no século 20. Boa parte das construções servia ainda às atividades comerciais de seus moradores, por isso suas portas eram altas e largas. ” Até por isso o centro do Rio começou a se transformar em um centro comercial.”, afirma o autor.

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