Parte da historia do Brasil está se perdendo, dos 150 casarões que abrigaram a corte real portuguesa existem apenas 8 ainda se encontram de pé.De acordo com o Conselho Nacional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA), somente dois casarões recebem verbas, enquanto os outros estão desabando com sua estrutura totalmente comprometida.Os unicos imoveis que contam com o apoio do governo são o Paço Imperial e a Quinta da Boa Vista. Para o O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), é importante preservar esses imoveis pois são "testemunhas" de uma época.
Leis do Patrimônio Histórico
A preservação desses patrimônios é de obrigação da Prefeitura do Rio de Janeiro juntamente com o Governo Federal e o Iphan. Essa responsabilidade esta citada na Lei Orgânica do Rio de Janeiro, na Constituição prevê, no artigo 23, que os governos municipal, estadual e federal devem “impedir a evasão, a destruição e a descaracterização ; de outros bens de valor histórico .
Segundo o superintendente do Iphan, Carlos Fernando Andrade, faltam investimentos da iniciativa privada e que dos R$ 145 milhões conseguidos em parceria com empresários para execução dos patrimônios necessários, só conseguiu arrecadar R$ 30 milhões.
Dois séculos de historia
Em 2008, para celebrar os 200 anos da chegada da família real no Brasil, o Rio de Janeiro vai preparar uma serie de eventos. O início oficial será em março com a reabertura da Igreja da Antiga Sé. Antes, em fevereiro, será lançada a reedição do poema “La Henriade”, de Voltaire, de 1812. Em abril, será a vez do “Dicionário do Brasil Jeanino”, com 120 verbetes escritos por especialistas sobre a época, e, em setembro, da edição ampliada da “Bibliografia da Impressão Régia”.Há ainda o musical, exposição, filme sobre Dom João 6º e uma peça na praça 15.
De mudança pra Colônia
A mudança da família real e da corte portuguesa para o Brasil foi devido a guerra contra a França. Em 1806 o Imperador francêsNapoleão Bonaparte declarou, bloqueio continental na Europa, obrigando todas as nações da Europa continental a fecharem seus portos ao comércio inglêsPortugal dependia economicamente da Inglaterra, Dom João foi então convencido pelo embaixador da Inglaterra a se mudar para o Brasil com sua corte.Em 1807, Dom João e sua família partiram para o Brasil. No dia seguinte, as tropas francesas invadiram Lisboa.
Preciosodade historica das arquiteturas
Um dos autores do livro “Arquitetura no Brasil, de Cabral a Dom João VI”, lançado no dia 18 de setembro, Fernando Veríssimo afirma que a Revolução Industrial e as renovações de estilo da década de 1920 reconfiguraram as construções do Centro do Rio. A dificuldade em encontrar em pé resquícios de uma história que completam 200 anos em 2008 – a vida da corte portuguesa ao Brasil – deve-se também às mudanças arquitetônicas sofridas nas construções cariocas no século 20. Boa parte das construções servia ainda às atividades comerciais de seus moradores, por isso suas portas eram altas e largas. ” Até por isso o centro do Rio começou a se transformar em um centro comercial.”, afirma o autor.
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